PLANEJAMENTO NEGA ISONOMIA ENTRE CARREIRAS DO INCRA E DÁ AUMENTO SALARIAL PARA AGRÔNOMOS

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A Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento,Orçamento e Gestão (MPOG) propôs nesta quarta-feira (5/5) aumento de salário para os engenheiros agrônomos do Incra e disse que não podia negociar o mesmo para os outros servidores da autarquia. Questionada sobre a necessidade de haver isonomia entre as duas carreiras do Incra, foi dito aos servidores que o assunto não estava em pauta. [caption id="attachment_173" align="alignnone" width="300" caption="Servidores e parlamentares pressionam secretário do MPOG"][/caption] Esse é o resumo da reunião ocorrida no final da manhã, em Brasília, entre MPOG, Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). Os agrônomos, diferentemente dos outros servidores do Incra, foram bem recebidos em uma reunião, no mesmo horário, mas em sala diferente. Nesta reunião, houve uma encenação de negociação que deu a entender que a proposta seria aceita por já estar acertada anteriormente. O MPOG propôs aos agrônomos os valores da tabela referente ao artigo 19, do projeto de lei 5920, de 2009. Veja abaixo projeção da tabela: Atualmente, os servidores do Incra (não agrônomos) recebem no máximo os valores da tabela abaixo. Grosseria com servidores O secretário de recursos humanos do MPOG, Duvanier Ferreira, foi grosseiro com os servidores. Começou a reunião acusando a categoria de fazer greve para forçar a negociação, que não teria sido suspensa, em momento algum, pelo MPOG. Os representantes  dos servidores rechaçaram a acusação. Os diretores da Cnasi e da Condsef lembraram ao secretário que o movimento paredista foi uma resposta à suspensão unilateral das negociações, pelo MPOG, em fevereiro deste ano. [caption id="attachment_176" align="alignnone" width="300" caption="Bandeiras, faixas e discursos como armas de convencimento"][/caption] Em seguida, Duvanier afirmou que não haverá negociação salarial em 2010, por ser um ano eleitoral e que o atual governo não vai deixar dívida para outros pagarem. O secretário demonstrava de forma clara sua postura intransigente. A todo momento olhava para o relógio, demonstrando pressa. Mesmo os apelos e argumentos de dois senadores e três deputados federais - senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e os deputados federais Ancelmo de Jesus (PT-RO), Mauro Nazif (PSB-RO) e Eduardo Valverde (PT-RO) - presentes à reunião não demoveram Duvanier de sua disposição em por fim à reunião. O senador Raupp disse que o Incra merecia melhor tratamento, pois é órgão importante e principal criador dos Estados e municípios da região Norte do Brasil. O deputado Valverde pediu ponderação e disse apostar na negociação. Já o senador Quintanilha disse que é visível que o Incra está perdendo seus quadros por falta de boa remuneração e condições de trabalho. Enquanto que o deputado Nazif disse não querer ver o Incra em decadência e defendeu o cumprimento dos pontos não atendidos pelo governo – como remuneração por qualificação. Representantes dos servidores do Incra de diversas regiões brasileiras, que participaram das negociações, argumentaram sobre a necessidade de fortalecer o Incra, mas Duvanier, intransigentemente, sequer deixava as pessoas concluírem as falas. Descaso com servidores O descaso com os servidores do Incra é tanto que o próprio presidente do Incra, Rolf Hackbart, não estava presente na reunião. Ele, em outras oportunidades, disse que estava acompanhando as negociações e que se faria presente nesta reunião. Pela Cnasi falou o diretor José Vaz Parente, que apresentou o atual quadro de decadência do Incra. Segundo ele, a atual situação se deve ao excesso de atribuições da autarquia, dos problemas de gestão e dos baixos salários. O secretário Geral da Condsef, José Milton, falou e cobrou um posicionamento firme do governo. Sob pressão de tanta gente, Duvanier agendou outra reunião para dia 12 de maio próximo, a fim de dar sequência às conversações. Indignados, os servidores partiram para a Sede da autarquia para discutir as estratégias de ação. Depois de uma passada pelos andares do edifício Palácio do Desenvolvimento, se reuniram no hall do 13º andar, onde fica a Diretoria de Gestão Administrativa do Incra como forma de pressão. Greve nacional Os servidores decidiram intensificar o movimento grevista e acionar as superintendências regionais em todo o Brasil para se manifestarem sobre a posição do governo. Isso, porque a maioria das 30 superintendências estava esperando o resultado desta reunião para se posicionarem em relação ao movimento grevista. [caption id="attachment_178" align="alignnone" width="300" caption="De volta à Sede, servidores ocupam hall da Diretoria Administrativa "][/caption] Depois da reunião, Minas Gerais decidiu entrar em greve. Hoje são nove unidades do Incra com greve declarada - Sede e Superintendência Regional para o Distrito Federal em Entorno, localizadas em Brasília, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Há paralisações nas Superintendências do Incra em Marabá (PA), Espírito Santo, Pará (Belém), Piauí, Alagoas, Santa Catarina e Paraná. Comitivas de servidores do Incra de nove unidades da federação estiveram em Brasília, nesta quarta-feira (5/5), para participarem de mobilizações e da reunião com o MPOG.

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