A chefe de Gabinete da Presidência do Incra, Luana da Cruz Coelho, afirmou, em ofício encaminhado em 24 de agosto ao deputado federal Luiz Couto (PT/PB), que a Direção da autarquia “comunga dos mesmos pontos de vista do Nobre Deputado no que se refere à necessidade de fortalecimento das carreiras do Incra”. O documento foi uma resposta ao ofício encaminhado pelo parlamentar à presidente do órgão, Maria Lúcia Fálcon, após pedido de apoio à reestruturação das carreiras feito pessoalmente pelo diretor-presidente da Assincra/PB, Kleyber Nóbrega, em visita ao Gabinete de Luiz Couto na Câmara dos Deputados, em Brasília.  

O texto do ofício encaminhado ao parlamentar pela chefe de Gabinete da Presidência do Incra diz ainda que o fortalecimento das carreiras do órgão é necessário “inclusive para fazer frente às novas demandas da sociedade brasileira em relação à modernização da governança fundiária”.

A resposta do Gabinete da Presidência ao documento encaminhado por Luiz Couto seguiu com uma cópia do Ofício Nº 423/2015, de 10 de julho, enviado por Maria Lúcia ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. No documento, a gestora reconhece que as carreiras do Incra/MDA “necessitam ser melhor valorizadas e remuneradas” e pede que o ministro envide esforços junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) “para que abra negociação que contemple a reestruturação dessas carreiras e a valorização dos servidores do Incra de forma diferenciada”.

 

 

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Hoje (16), o Incra/GO não abriu as portas. A iniciativa de fechar os portões do órgão foi a forma encontrada pelos servidores em greve dizerem ao Governo Federal que não temem o corte de ponto e não aceitam o descaso pelo qual estão sendo tratados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que insiste em não negociar e apresentar proposta de remuneração e reestruturação a esses funcionários.

Durante a tarde, servidores em greve dos dois órgãos federais participaram da solenidade de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013 em Goiás. O ato aconteceu na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado de Goiás e foi conduzido pelos secretários de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller, e pelo secretário estadual de Agricultura, Antônio Flávio.

 Após apresentação do Plano Safra pelo secretário Müller, servidores do Incra/MDA tomaram a palavra, da plateia mesmo, e informaram a todos os presentes a realidade vivida pelos dois órgãos: falta de pessoal, insuficiência de equipamentos e inadequação de estrutura física, além da carência de recursos para cumprir a maior parte de suas atividades de trabalho. Os servidores explicaram que não adianta o Governo Federal destinar mais recurso para o Plano Safra/Pronaf, se a Superintendência Regional do Incra em Goiás e a Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário não tem servidores suficientes para executar o programa. Eles informaram que, por falta de estrutura dos órgãos, boa parte do recurso anunciando com toda pompa vai voltar aos cofres do Tesouro Nacional para formar superávit primário. “Isso dói no coração do servidor, porque nós vemos a necessidade das pessoas lá no campo, mas, sabemos que elas terão terão poucas chances de acessar este crédito”, afirmaram.

O cerimonial do evento tentou interromper a fala dos servidores de Incra/MDA. Mas, um agricultor familiar presente ao evento interferiu e disse que os trabalhadores rurais estão cansados da falácia do Governo Federal. Ele parabenizou os servidores por trazerem a verdade à tona e afirmou que é necessário contar o que de fato acontece, já que os agricultores não tem voz!

Publicado em Greve Incra e MDA 2012

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