Ter, 28 de Agosto de 2012 13:25

GO: em luto, mas, na luta!

Em mais um dia de mobilização, servidores do Incra/MDA em Goiás vestiram-se de preto para mostrar o descontetamento e a indignação com a proposta apresentada pelo Governo Federal para a categoria. A greve continua! Temos que lutar pela proposta em que acreditamos e merecemos.
Publicado em Greve Incra e MDA 2012

Em assembleia hoje (27) pela manhã, cerca de 80 servidores do Incra e MDA em Goiás (SR-04) rejeitaram, por unanimidade, a proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) à categoria no domingo (26).

De acordo com o deliberado em assembleia, os servidores continuam em greve por tempo indeterminado. Amanhã (28), todos irão ao Incra vestidos de preto, em luto pela instituição, que agoniza em meio ao descaso do Governo Federal.

A deputada federal Marina Sant'Anna participou da assembleia no final da manhã. Ela sugeriu que os servidores não esgotem a negociação com o Governo Federal e divida a pauta de reivindicações em frações menores. Marina também disse que o núcleo agrário da base governista está solidário com os funcionários do Incra e MDA e pronto para avançar. “Nosso desafio político é fazer com que o Governo se manifeste publicamente sobre sua opção pela agricultura familiar e reforma agrária”, ressaltou.

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Para fortalecer a mobilização, servidores do Incra e MDA em Goiás, em greve desde o dia 25 do mês passado, realizam de terça (10) até quinta-feira (12) workshop “Repensando a Reforma Agrária”. A oficina visa uma reflexão mais apurada das rotinas de trabalho desenvolvidas pelos órgãos.


O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Luiz Dourado, doutor em Políticas da Educação, abriu o ciclo de debates fazendo um convite aos servidores públicos de um modo geral. "O momento da greve deve ser um espaço para repensarmos nossas ações para além daquilo que realizamos, fazendo a compreensão do nosso papel social dentro de um cenário que é fragmentado e diversificado", afirmou.


Durante sua palestra, Dourado frisou que a greve do Incra é a mesma greve da UFG. Para o professor, os servidores públicos tem que se unir e passar a desenvolver ações de trabalho de forma intersetorial como forma de valorizar e fortalecer o serviço público. Na concepção do professor, a partir do momento que as atividades realizadas pelos órgãos públicos passarem a ser gestadas de forma complementar , o Brasil transcenderá a fase das políticas de governo para o nível de políticas de Estado.

"Como o projeto de reforma agrária diz respeito a nós que moramos nas cidades?", questionou. Dourado acredita que a fixação do homem no campo pode reverter o quadro de violência nos centros urbanos, além de ressignificar a forma de pensar a educação."É preciso disseminar a ideia de que garantir o acesso a terra é bom para todos nós", conclamou.

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Em greve há três semanas, os servidores do Incra em Campo Grande realizaram, nesta quarta-feira (04/07), um mutirão de doação de sangue.

O grupo saiu em caminhada da sede do Incra, pela Avenida Afonso Pena, a principal da cidade, e rua Padre João Crippa até a unidade da Hemosul na rua Fernando Corrêa da Costa.

Saída na Av. Afonso Pena.
Em todas as travessias e nas ruas foi exposta a faixa de protesto.
Uma das travessias de ruas.
A manifestação teve como objetivo o abastecimento do estoque de sangue da unidade de saúde e a conotação “servidores do Incra dando o sangue pela sociedade”, acompanhando o Ato em Defesa da Estruturação dos Órgãos de Desenvolvimento Agrário promovidos pelos servidores e movimentos sociais, ocorrido no mesmo dia, em Brasília.

Chegada no Hemosul.Servidores da Assincra e Assinagro dando o sangue!
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Procuradora-Chefe da Fazenda Nacional em Goiás, Adriana Gomes de Paula Rocha, envia memorando à sua chefe em Brasília a pedido da Comissão de Servidores ligados ao SINTSEP-GO, CNTSS/CLET, SINTEFESP-GO/TO, ASSEMDA, ASSINAGRO E ASSINCRA/GO. Leia o documento na íntegra.

 

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Como forma de consolidar a mobilização em Goiás e estimular a consciência crítica dos servidores, hoje (5) os trabalhadores da reforma agrária assistiram ao filme "O outro lado da Globalização", do cineasta Silvio Tendler. O documentário, de 2007, é conduzido pelo pensamento do professor Milton Santos, intelecutal baiano conhecido e premiado internacionalmente.
O filme discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias, seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes, e aponta para uma outra realidade, possível de ser criada a partir destes elementos.
Veja alguns pensamentos do geógrafo Milton Santos, extraídos do documentário: 
Globalitarismo:  A lógica Financeira, que nada tem a ver com a Lógica da Solidariedade...
“Nunca na historia da humanidade houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir um mundo da dignidade humana, apenas, essas condições foram expropriadas por um punhado de empresas, que decidiram construir um mundo perverso. Cabe a nós fazer dessas condições materiais, a condição material da produção de uma outra política”*...
“O que nós estamos vivendo hoje é que o homem deixou de ser o centro do mundo. O centro do mundo hoje é o dinheiro, mas o dinheiro no estado puro. O dinheiro em estado puro só é o centro do mundo por causa dessa geopolitica que se instalou, proposta pelos economistas e imposta pela mídia.”*...

“O Brasil jamais teve cidadãos, nós, a classe media, não queremos direitos, nos queremos privilégios, e os pobres não tem direitos, não há, pois, cidadania neste pais, nunca houve!”*...

*Milton Santos
Obs: O globalitarismo consiste num processo de colonização universal, aprofundando o abismo entre ricos e pobres, metrópoles e colônias.
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Hoje (5), os servidores do Incra e MDA em Goiás assistiram ao filme "O outro lado da Globalização", do cineasta brasileiro Silvio Tendler. O documentário discute a globalização a partir da perspectiva das periferias, seja ela dos países em desenvolvimento, seja das cidades ou do movimento de luta pela terra. O filme é conduzido por meio de uma entrevista do intelectual baiano Milton Santos, que defendia a ideia de que é possível se construir uma outra realidade, apesar das circunstâncias em que vivemos.

Leia abaixo alguns trechos do vídeo: 

Globalitarismo:  A lógica Financeira, que nada tem a ver com a Lógica da Solidariedade...
...“Nunca na historia da humanidade houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir um mundo da dignidade humana, apenas , essas condições foram expropriadas por um punhado de empresas , que decidiram construir um mundo perverso, cabe a nós fazer dessas condições materiais, a condição material da produção de uma outra política.” ...
... “O que nós estamos vivendo hoje é que o homem deixou de ser o centro do mundo. O centro do mundo hoje é o dinheiro, mas o dinheiro no estado puro. O dinheiro em estado puro só é o centro do mundo por causa dessa geopolitica que se instalou proposta pelos economistas e imposta pela mídia.” ...
... “As grandes empresas são esse centro frouxo do mundo, que escapando ao controle dos estados, e, que, se distanciando de uma relação mais obrigatória com os territórios, acaba por lhes permitir uma ação sem responsabilidade. As grandes empresas não tem responsabilidade social, não tem responsabilidade moral sobretudo, e é por isso que desorganizam os territórios tanto socialmente como moralmente.”...
...“O Brasil jamais teve cidadãos, nós, a classe media, não queremos direitos, nós queremos privilégios, e os pobres não tem direitos, não há, pois, cidadania neste pais, nunca houve!”...*
* Todas estas frases expressam o pensamento do Prof. Dr. Milton Santos
Obs: O globalitarismo consiste num processo de colonização universal, aprofundando o abismo entre ricos e pobres, metrópoles e colônias.
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