GREVE GERAL – DIA 28 DE ABRIL INICIA MOVIMENTO GREVISTA CONTRA REFORMAS QUE ACABAM COM DIREITOS DE TRABALHADORES

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Última atualização em Seg, 10 de Abril de 2017 18:30 Escrito por diretoria_redacao Seg, 10 de Abril de 2017 17:36

greve arte2  28As centrais sindicais e demais entidades nacionais que representam os trabalhadores brasileiros – tanto da iniciativa privada, quanto do serviço público -, aprovaram em seus fóruns deliberativos o início de uma greve geral para o dia 28 de abril de 2017, como forma de denunciar e combater os ataques aos direitos da classe trabalhadora – a exemplo das reformas trabalhista e previdenciária.

 

A decisão das centrais – reunidas no Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) – ocorreu no dia 27 de março de 2017, quando reunidos na sede da UGT, em São Paulo, os representantes de nove entidades representativas (CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e a anfitriã), além do Dieese, depois de avaliações positivas dos últimos movimentos, bem como da necessidade de parar o Brasil, como forma de barrar a perda de direitos da classe trabalhadora. "Vamos parar o Brasil" é o tema da mobilização, que ocorrerá às vésperas do 1º de Maio e pretende influenciar nas propostas em discussão no greve motivosCongresso, algumas com votação prevista para breve.

 

Confira AQUI cartaz da campanha da greve.

 

Em consequencia dessa decisão, a maioria dos servidores do Poder Executivo aprova participação na Greve Geral dia 28 de abril. Essa decisão foi tomada em plenária nacional da Condsef/Fenadsef, que aconteceu no dia 29 de março de 2017, em Brasília. A plenária contou com mais de 130 representantes de servidores de dezessete estados (SC, RJ, CE, PR, MG, ES, RR, RO, PA, RS, PB, MT, BA, GO, PI, PE, AP) e o Distrito Federal. Por conta da decisão, a orientação agora é iniciar a organização das atividades, começando com realização de assembleias por local de trabalho e a discussão de que fazer para barrar o avanço de ataques aos direitos da classe trabalhadora e o desmonte dos serviços públicos.

 

Somando-se a este movimento grevista, a CNASI-ASSOCIAÇÃO NACIONAL orienta às suas associações vinculadas e aos servidores do Incra (da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário) e SEAD (antigo MDA) que iniciem as conversações sobre a temática e realizem assembleia locais para decidirem sobre adesão às atividades, que visam defender seus direitos enquanto agentes do Estado e cidadãos. Integração de atividades e parcerias com entidades locais – a exemplo do sindicato dos servidores federais -, devem ser agilizadas, como forma de dar volume e força ao movimento.

 

Importante lembrar que no âmbito do Incra/SEAD os servidores têm razões mais que suficientes para aderirem ao movimento grevista, com destaque para: os problemas de gestão; baixo orçamento; metas difíceis de serem atingidas; reduzido quadro de servidores; assédio moral; uso político de cargos e recursos financeiros; remuneração abaixo dos órgãos assemelhados.

 

Fonte: Cnasi-AN