O autor da logomarca da CNASI, o artista plástico e servidor do Incra, Sabino Costa Kadette faleceu em Brasília/DF, em 8/12/2025, deixando um legado de décadas de dedicação às artes, com 95 exposições no Brasil e exterior, diversas premiações e uma legião de amigos e admiradores.
A relação de Sabino com a CNASI inicia-se já em 1986, no ano de criação da instituição, que tinha por objetivo concentrar em uma entidade nacional as diversas pautas dos servidores, dando caráter unificador à luta da categoria no INCRA. Isso, porque a autarquia não tinha carreira e muitos dos profissionais lotados no órgão eram do chamado “regime celetista”, quando os trabalhadores possuem um vínculo empregatício com a instituição regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), portanto sem estabilidade empregatícia, entre outras características dos agentes de Estado e direitos.
O então jornalista do INCRA, Eliney Faulstich, lotado na Assessoria de Comunicação da Sede do órgão em Brasília, idealizou a entidade, juntou-se com diversos outros colegas para viabilizar sua criação e montar seu primeiro Estatuto. Com o registro em cartório naquele 19 de julho de 1986 estava oficialmente criada a CNASI - que nascia como Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA.
Logomarca
E foi em 1987 que a esteticamente moderna logomarca da CNASI foi artisticamente elaborada, com base / inspiração nas colunas das sedes federais dos poderes Executivo e Judiciário - Palácio do Planalto e Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os palácios da Praça dos Três Poderes apresentam colunas como um elemento arquitetônico marcante. As colunas do Palácio do Planalto são mais altas, transmitindo uma sensação de grandiosidade, enquanto as do STF são mais acentuadas, com um design
que se destaca.
Os dois edifícios, projetados por Oscar Niemeyer, são exemplos de arquitetura moderna e funcional, que utilizam as colunas de forma criativa e original. A arquitetura dos palácios tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais e a mescla entre curvas e retas - formando um efeito plástico requintado.
Assim como o modernismo das colunas dos palácios, a logomarca da CNASI tem traços finos e grossos, linhas retas e curvas – inclusive uma delas simula uma rampa que leva ao topo da logo.
O autor da logomarca da CNASI é Sabino Costa Kadette, artista plástico que na época já era servidor da ativa do INCRA. Sabino venceu o concurso nacional lançado ainda em 1986, recebendo como prêmio passagem aérea e estadia de três dias em cidade de sua escolha.
A notícia de que tinha vencido o concurso chegou a Sabino em 18/5/1987, por telegrama (como era comum na época) enviado pelo então presidente da CNASI Eliney Faulstich.
E agora, na fase de comemorações dos seus 40 anos de fundação, a logomarca da entidade evoluiu, ganhou cores, tons, brilhos e sombras, movimento, ficou com características de 3D, tridimensional, A evolução da logomarca se insere nos ambientes digitais como forma de atrair a atenção dos públicos que acessam os conteúdos da CNASI, nas diversas plataformas de comunicação em que busca apresentar as informações, análises e opiniões, em textos, fotos, artes, memes, caricaturas e vídeos.
A marca evoluiu, mas não perdeu a identidade de traços finos e grossos, linhas retas e curvas - criados pela imaginação e genialidade do talentoso (e ao mesmo tempo modesto) Sabino Costa.
Ao longo das sucessivas gestões e diretorias da CNASI, Sabino sempre interagiu com a entidade no seu cotidiano administrativo e nas suas lutas, em defesa da categoria dos servidores do INCRA, do órgão e das políticas públicas por ele executadas.
Biografia
Sabino Costa nasceu numa ilha no município de Cametá, no Estado do Pará, Brasil.
Aos dez anos de idade já pintava seus bichos. “A carreira artística de Sabino Costa teve início em 1978 com apoio da Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), quando realizou a exposição sob o título Áreas Ecológica, na Feira Agropecuária de Roraima, fruto de um trabalho que fazia desde criança”, revela o artista, dentro da temática que lhe acompanha a partir do momento que pensou fazer da arte a sua profissão.
De lá para cá, Sabino Costa realizou 95 exposições no Brasil e países do exterior, conquistou 18 prêmios, além de ter sido autor de ilustrações e capas de livros.
Sabino Costa foi artista plástico e professor universitário, com trabalhos artísticos em 26 países.
Sobre a pintura de Sabino Costa o jornalista e escritor Cyl Galindo descreve:
“Como quem acende a luz diante do espelho para que a amada veja a beleza do próprio corpo, pinta Sabino Costa a Amazônia.”
- Sendo ele amazônico, faz da Região sua musa inspiradora. Na Amazônia, consequentemente na obra ''Sabiniana'', o verde não é uma cor. É sinfonia de cores. A vida também não é uma. É profusão de vidas, brotando em todas as dimensões.
- Seu abstracionismo, portanto é uma introspectiva meditação profunda e crítica sobre a existência e seus conflitos. Não importa que Sabino Costa esteja na Amazônia o fora dela. Ela está dentro dele, vivendo cada sonho e a cada atitude, a cada tela.
Em 2025 foi lançado, em Santarém/PA, o livro “Sabino Costa - alguns traços do pintor amazônida”, com autoria de Gil Kamuttá, professor na Universidade Federal do Pará (UFPA) e conterrâneo do artista.
Fonte: Ascom Cnasi-AN

