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FESTA JULINA COMEMORA OS 40 ANOS DA CNASI-AN E OS 56 ANOS DO INCRA EM BRASÍLIA (DF)
Escrito por CNASIA edição especial de 2026 da tradicional Festa Julina da Assera/BR realizou a comemoração dos 40 anos da Cnasi-Associação Nacional e os 56 anos do Incra, com a ampla participação de gestores, servidores, profissionais terceirizados e convidados.
O evento - realizado na noite de 10/7/2026, no estacionamento externo do Incra, em Brasília, no Distrito Federal -, teve a participação de cerca de 300 pessoas festejando com música ao vivo, comidas e bebidas típicas do universo cultural de interior e do Nordeste do Brasil.
Além de pessoal que trabalha no Incra, o evento teve ainda a participação de muitas pessoas de alguns órgãos e instituições convidados, como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério das Mulheres, Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Advocacia-Geral da União (AGU), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).
Com decoração típica das “festas de são João”, barracas e pessoas fantasiadas, a comemoração do aniversário de 56 anos de fundação do Incra foi um momento de confraternização de pessoas que trabalham em setores diferentes da autarquia - tanto da sede nacional, quanto na Superintendência Regional do Distrito Federal e Entorno.
Durante a festa julina também se comemorou os 40 anos de fundação da Cnasi-Associação Nacional, entidade de representação específica da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário do Incra. E essa comemoração contou com ampla participação de integrantes históricos e atuais diretores da entidade nacional. Também teve grande participação de integrantes históricos e atuais diretores da Assera/BR no evento.
No momento formal do evento, acompanhado de diretores e coordenadores, o presidente do Incra, César Aldrighi, fez uma breve retrospectiva histórica do órgão, bem como um relato das ações e evoluções realizadas pela autarquia nos últimos anos. Aldrighi citou números de públicos atendidos pelo órgão, recursos financeiros investidos,
crescimento em ações, desenvolvimento levado aos mais diferentes locais do Brasil, ganhos em cidadania às pessoas beneficiadas pela autarquia agrária e valorização de servidores do Instituto.
Pela Cnasi-AN, o seu fundador, o jornalista aposentado do Incra Eliney Faulstich, contou aos presentes como se deu o processo de criação da entidade nacional - em um momento político de redemocratização do Brasil, em 1986. Outra liderança histórica da Cnasi-AN, Juçara Ramos, destacou em sua fala as articulações políticas e interações com movimentos sociais visando valorizar o Incra, seus servidores e as políticas públicas executadas pelo órgão. Já o atual Diretor de Gestão Administrativa da Cnasi-AN, Roberto Alves, destacou em fala breve os ganhos conseguidos para a carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário do Incra nos últimos anos, bem como citou que a luta conjunta deve ser a base das ações em defesa da categoria.
Acesse AQUI reportagem especial retratando a atuação histórica de 40 anos da CNASI-AN.
Comemorações
Ao final das falas os presentes puderam saborear dois bolos de 10 quilos cada, enfeitados com os selos comemorativos dos aniversariantes Incra e Cnasi-AN. E tudo isso, embalado com muita música ao vivo.
Confira AQUI vídeo da TV CNASI-AN com música da Festa Julina.
Houve ainda sorteios e bingos de 16 produtos / equipamentos - com destaque para eletrodomésticos e televisão de alta resolução, com 50 polegadas.
A realização do evento ocorreu por meio de junção de forças e parcerias de Incra; Cnasi-AN; Assera/BR; UnB / Cegafi; Sular – Soluções em Mobiliários; M5 – Segurança; ZP – Conservação e limpeza; MASF; Plansul – Planejamento e Consultoria.
Diversos setores do Incra participaram ativamente das atividades de organização e realização do evento, com destaque para a Presidência e seu Gabinete, a Assessoria de Comunicação Social e Eventos (com criação de artes, cerimonial, fotos e vídeos), Diretoria de Programas e Projetos Especiais, Diretoria de Desenvolvimento Sustentável, Diretoria de Gestão Administrativa, Diretoria de Gestão Estratégica.
Em 19 de julho de 1986 a Cnasi teve seu registro formalizado em cartório de Brasília/DF. Sendo que em 19 de julho de 2026 completou efetivamente 40 anos de fundação.
Fonte: Ascom Cnasi-AN
APROVAÇÃO DO PL 5874/2025 NO SENADO SEM EMENDAS SOBRE A CARREIRA DE REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO PREJUDICA SERVIDORES DO INCRA
Escrito por CNASIA pressão da Presidência da República junto ao Senado Federal - no presidente, nos líderes e nos senadores de forma individualizada -, após o Carnaval e no início de março de 2026 levou à aprovação na íntegra e sem acatar nenhuma das 94 emendas do Projeto de Lei 5874/2025, prejudicando diversas categorias de servidores, incluindo os da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário do Incra.
A aprovação no Senado Federal ocorreu em 10/3/2026 sem alteração do PL 5874/25, da forma que havia sido também aprovado na Câmara dos Deputados ainda em 3/2/2026. A manobra do Governo ao pressionar a Câmara dos Deputados para uma “aprovação relâmpago” do Projeto e no Senado sem acatar nenhuma emenda – incluindo as três que tratava a carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário -, é avaliado pelos servidores do Incra como uma ação prejudicial.
As três emendas da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário tratavam de um espelhamento de tabelas com a da carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal (ATPE), de criação de Gratificação de Qualificação, além do Adicional de Fronteira – como forma de estabelecer um tipo de gratificação para servidores que fiquem lotados em áreas de difícil acesso e provimento.
O relator do PL 5874/25 no Senado Federal foi o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que afirmou durante a apreciação do Projeto que cerca de 270 mil servidores serão beneficiados de alguma forma pelas inúmeras mudanças. Para Randolfe, que é líder do Governo no Congresso, trata-se do maior plano de reestruturação e valorização das carreiras do Serviço Público da história do país. O relator ressaltou que o texto aprovado também amplia as funções de gratificação por indenização de fronteira para uma série de categorias, além de reabrir o prazo para ex-servidores amapaenses serem transferidos para o quadro da União.
Randolfe declarou ainda que considerava todas as emendas meritórias, mas que elas não poderiam ser aprovadas por razões regimentais e, principalmente, porque, nesse caso, o PL teria que voltar à Câmara dos Deputados inviabilizando sua entrada em vigor antes do período de defeso eleitoral (4 de abril de 2026). Mas por considerar "todas as emendas meritórias", ele abriu a possibilidade de “dialogar no âmbito de Medida Provisória que está tramitando no Congresso Nacional”.
Mobilização
Desde a aprovação do PL na Câmara dos Deputados, no início de fevereiro de 2026, que integrantes das diretorias da Condsef e da Cnasi-Associação Nacional passaram a dialogar com suas entidades filiadas (sindicatos de servidores federais, por um lado, e assincras /asseras, por outro) visando mobilizar a base de profissionais do Poder Executivo para sensibilizarem os senadores nos estados a fim de que emendas fossem acatadas e apresentadas.
Condsef / Fenadsef, com apoio de sua assessoria jurídica e da subseção do Dieese, elaborou 43 emendas ao PL 5874/2025 – inclusive as três que contemplavam a carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário do Incra.
A Cnasi-AN manteve contato próximo com diretorias das assincras /asseras, lideranças do Incra e servidores da autarquia em todo o país, visando ampliar a mobilização e sensibilizar os senadores nos estados. Grupos em Brasília, lideranças de novos servidores aprovados no concurso CNU 2024 e em diversos estados mantiveram contato com senadores e seus gabinetes em fevereiro e março de 2026.
A ação conseguiu que nove senadores apresentassem emendas beneficiando servidores do Incra, no reajuste da tabela remunerativa, na criação da Gratificação por Qualificação e Adicional de Fronteira. Os senadores/as que apresentaram emendas são os seguintes:
Senadora Teresa Leitão (PT/PE) – emenda 06;
Senador Wellington Fagundes (PL/MT) – emenda 34;
Senador Beto Faro (PT/PA) – emenda 48;
Senadora Soraya Thronicke (Podemos/MS) – emenda 61;
Senadora Dorinha Seabra (União/TO) - emenda 70;
Senador Izalci Lucas (PL/DF) - emenda 73;
Senador Eduardo Girão (NOVO/CE) – emenda 75;
Senador Lucas Barreto (PSD/AP) – emenda 84;
Senador Sérgio Petecão (PSD/AC) – emenda 87.
A ampla mobilização da Condsef / Fenadsef e suas entidades filiadas junto aos gabinetes parlamentares teve o objetivo de apresentar e defender 43 emendas voltadas à correção de distorções que afetam diversos setores do funcionalismo público federal.
Como resultado desse esforço, diversos senadores da República acolheram as reivindicações apresentadas pela Confederação e protocolaram emendas ao projeto. Foi o resultado da força-tarefa organizada pela Confederação e seus sindicatos filados. Representantes da Condsef / Fenadsef percorreram os 81 gabinetes do Senado Federal, dialogando diretamente com parlamentares e suas assessorias, apresentando argumentos técnicos e políticos em defesa das emendas.
Já no âmbito dos órgãos agrários, o ponto negativo em termos de apoios às reivindicações dos servidores da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário é que não houve nenhuma ação / atuação material das gestões do Incra e do MDA para que fosse viabilizado o atendimento das pautas da categoria pelo Governo Federal.
Novas ações
Como 2026 é ano eleitoral e há limitações legais para apresentação, aprovação e sanção de leis com benefícios de servidores públicos, a realização de novas ações com impacto orçamentário e reestruturação de carreiras ficam muito prejudicadas.
Para 2026 uma das saídas seria edição de Medida Provisória pela Presidência da República com conteúdos das emendas rejeitadas, incluindo as que beneficiam os servidores do Incra. Mas o histórico sobre MPs com impacto orçamentário e reestruturação de carreiras no Executivo Federal em anos eleitorais não é favorável, pois raramente isso aconteceu. E o momento político nacional, de forte disputa entre grupos antagônicos de orientações de esquerda e direita, torna as edições de MPs com tais conteúdos ainda mais improváveis de acontecer.
Assim, no ano de 2027, caso seja eleito um governo aberto ao diálogo as possibilidades do estabelecimento de acordos beneficiando os servidores do Incra em suas reivindicações ficam mais prováveis.
Diante do cenário atual de rejeições das emendas e das probabilidades limitadas de edição de MP beneficiando os servidores do Incra ainda em 2026, a Diretoria da Cnasi-AN manifesta seu amplo descontentamento com o processo legislativo aplicado na tramitação do PL 5874/2025, orquestrado pelo atual Governo junto com as presidências da Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Cnasi-AN avalia que o atual Governo perdeu a oportunidade de corrigir as distorções que o MGI criou e assim poderia beneficiar diversas categorias de servidores federais, incluindo os do Incra. Embora o acordo de 2024 tenha permitido uma correção de perdas remuneratórias de 23,82%, outras pautas e reivindicações da Reforma e Desenvolvimento Agrário não foram acatadas no período.
Com informações de Agência Senado e Condsef.
Fonte: Ascom Cnasi-AN
MARCHA CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA UNE SERVIDORES DE TODO O PAÍS, EM BRASÍLIA - CUT
Escrito por CNASIMilhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil tomaram as ruas de Brasília, em 29/10/2025, na Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso sob o número PEC 38/2025.
A mobilização, organizada pela CUT, outras centrais sindicais e diversas entidades que representam os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público das três esferas, denunciou o caráter destrutivo da proposta e cobrou dos parlamentares a retirada imediata do texto apresentado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).
Trabalhadores e sindicalistas de vários estados do Brasil, como Goiás, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, entre outros, fizeram da Esplanada dos Ministérios o palco de um grande ato político em defesa do Estado brasileiro e dos direitos da população. Os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional, empunhando faixas e palavras de ordem como “Reforma Administrativa é o fim do serviço público” e “Nenhum direito a menos”.
Caravanas organizadas pela CUT, Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), além de entidades como Andes e dezenas de sindicatos estaduais e municipais estiveram em Brasília para reforçar o coro contra a PEC 38.
Durante o ato, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a unidade das centrais sindicais tem sido decisiva em todos os momentos de enfrentamento e que, desta vez, não será diferente. “É muito importante porque toda vez que a gente esteve junto, unido - todas as centrais, todas as esferas -, a gente venceu, e agora não vai ser diferente. O deputado Pedro Paulo quer enganar o povo dizendo que essa reforma é para melhorar a vida do servidor. Se fosse para melhorar, ele teria construído o projeto junto com os servidores, e não com os setores patronais, que querem de volta a famigerada PEC 32. Nós não podemos ter dúvida disso: o que eles estão discutindo é a PEC 32 com outro nome. E nós já derrotamos ela uma vez - e vamos derrotar de novo, com luta e mobilização”.
Sérgio Nobre acrescentou que as centrais assumiram, durante a marcha, um compromisso comum de manter a pressão política no Congresso. “Os presidentes das centrais sindicais vão fazer um release dessa marcha maravilhosa, com o que ela reivindica, e vamos entregar ao deputado Hugo Motta [presidente da Câmara] pedindo para ele retirar esse projeto. O que a gente quer é o projeto que isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. Queremos o fim da famigerada escala 6x1 e a defesa dos direitos dos trabalhadores. Até a vitória.”
Reforma é demolição do Estado
O secretário de Relações do Trabalho da CUT Nacional e coordenador das Três Esferas do Serviço Público na Central, Sérgio Antiqueira, classificou a proposta como uma tentativa de “demolição do Estado brasileiro”, alertando que o objetivo central é reduzir investimentos em saúde e educação para liberar mais recursos para emendas parlamentares e interesses privados.
“Essa reforma é um estrago para o país. Querem acabar com os serviços públicos, com os direitos, com a saúde e a educação. É uma reforma feita para a elite, não para o povo. O objetivo deles é o de reduzir o serviço público e aumentar o gasto privatizado, sem transparência e sem controle”, denunciou Antiqueira.
Ele ressaltou que a marcha é apenas o início de uma grande jornada de luta e parabenizou as servidoras e os servidores por se manterem mobilizados. “Ontem comemoramos o Dia do Servidor, mas hoje é o dia real de celebração, nas ruas, lutando contra a PEC 38. Essa é a nossa forma de comemorar, lutando pelo povo brasileiro”, afirmou.
PEC 38 enfraquece o atendimento à população
Na avaliação do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, a PEC 38 não é uma modernização, mas uma tentativa de enfraquecer o atendimento à população, precarizar vínculos de trabalho e abrir espaço para apadrinhamento político nos cargos públicos.
“Estamos aqui em Brasília com caravanas de todo o Brasil dizendo não à PEC 38. Essa proposta vai atacar frontalmente os servidores, mas principalmente o povo, ao fragilizar o serviço público. Nós vamos barrar essa reforma nas ruas, fortalecendo o servidor e o atendimento à população”, afirmou Rodrigues.
Fonte: CUT
EVENTOS NACIONAIS APROVAM PLANO DE LUTAS DA CARREIRA DE REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO E ELEGEM NOVA DIRETORIA DA CNASI-AN
Escrito por CNASIServidores do Incra, delegados eleitos e lideranças sindicais participaram de dois eventos nacionais organizados por CNASI-ASSOCIAÇÃO NACIONAL e CONDSEF / FENADSEF, em Brasília/DF - nos dias 28, 29 e 30 de abril de 2025 -, quando debateram temas de interesse da carreira de REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO e aprovaram o PLANO DE LUTAS para o período de 2025 a 2028. Houve ainda eleição para novas Diretoria Nacional, Diretoria Regional e Conselho Fiscal da CNASI-AN.
As atividades do período iniciaram com a realização da ASSEMBLEIA NACIONAL DA CNASI-AN, ocorrida nos dias 28 e 29/4/2025, quando deram início ao debate de temas de interesse da categoria - a exemplo da reestruturação de carreira, ampliação de padrões remunerativos, melhores condições de trabalho, fortalecimento do Incra e promoção das políticas públicas executadas pela autarquia (como a reforma agrária, regularização fundiária e titulação de territórios quilombolas).
No dia 29/4 houve a eleição para novas Diretoria Nacional, Diretoria Regional e Conselho Fiscal da CNASI-AN, para o período de triênio 2025 / 2028.
Confira AQUI o documento com nova Diretoria e Conselho Fiscal da CNASI-AN.
Ainda no evento da Cnasi-AN foram apresentadas aos participantes a prestação de contas da entidade no período de janeiro de 2020 a março de 2025 – recorte de tempo que também ocorreu a pandemia de Covid-19 e travou as atividades da maioria das pessoas do planeta, incluindo os servidores do Incra e suas entidades representativas.
Houve explicação dos dados contábeis pelo contador Luiz Cláudio Castro, da empresa Office Contabilidade, contratada pela Cnasi-AN para fazer a gestão dos serviços contábeis da entidade. Os seis volumes de livros contábeis e o
relatório do Conselho Fiscal da Cnasi-AN foram disponibilizados a todos os presentes no evento. Após análises e esclarecimentos diversos, os delegados da ASSEMBLEIA NACIONAL DA CNASI-AN aprovaram as contas da entidade, relativas ao período de janeiro de 2020 a março de 2025.
Acesse AQUI o relatório do Conselho Fiscal aprovado no evento.
40 anos da CNASI
Durante a ASSEMBLEIA NACIONAL DA CNASI-AN foi lançada a campanha de comunicação visando comemorar e dar visibilidade, no âmbito interno e externo do Incra, aos 40 anos de fundação / criação da entidade representativa.
A exata data de aniversário de 40 anos de fundação é 19 de julho de 2026, pois foi neste dia em 1986 que a entidade teve seu registro formalizado em cartório de Brasília/DF. E desde essa data que ela se apresenta com missão e objetivos claros e específicos, de ser uma entidade de âmbito nacional, de representação específica de servidores públicos do Incra, com atuação relacionada à promoção e participação em ações voltadas para a valorização e organização dos trabalhadores.
A criação da CNASI em 1986 teve por objetivo concentrar em uma entidade nacional as diversas pautas dos servidores, dando caráter unificador à luta da categoria no Incra. O então jornalista do Incra, Eliney Faulstich, servidor concursado e lotado na Assessoria de Comunicação da Sede do órgão em Brasília, idealizou a entidade, juntou-se com diversos outros colegas para viabilizar sua criação e montar seu primeiro Estatuto. Com o registro em cartório naquele 19 de julho de 1986 estava oficialmente criada a CNASI – que nascia como Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra.
Eliney Faulstich foi o primeiro presidente da CNASI. Diversos outros servidores históricos do Incra integraram as várias gestões / direções da CNASI em Brasília - a exemplo de José Vaz Parente, Raimundo João Amorim Pereira, Hugo Herédia (que até homenagem com nome em assentamento em Sergipe recebeu), as irmãs Vera e Juçara Ramos, Maria de Jesus Santana, Joaquim Rodrigues, Olietá Gomes, Geraldo Carvalho, Geraldo Soares. Dos estados, diversos outros servidores e servidoras integraram as diretorias da entidade – além das Assicras/Asseras. Após 2007, servidores aprovados nos concursos a partir de 2004 passaram a entrar na direção da Cnasi. No ano de 2016, durante a Assembleia Geral Estatutária dos dias 18 e 19 de março, a CNASI foi transformada na Associação Nacional dos Servidores Públicos Federais Agrários, com a sigla “CNASI-AN”.
Marcha da Classe Trabalhadora
E ainda no dia 29/4/2025 os servidores do Incra, delegados eleitos e lideranças sindicais participaram também em Brasília da MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA, quando milhares de profissionais da iniciativa privada, terceiro setor e Serviço Público de juntaram para decidir a pauta de reivindicações dos trabalhadores e realizar manifestação na Esplanada dos Ministérios.
A Marcha da Classe Trabalhadora foi um evento coletivo, convocado por oito centrais trabalhistas, que são: Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; União Geral dos Trabalhadores (UGT); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Intersindical Central da Classe Trabalhadora; Pública Central do Servidor.
Mas antes da marcha, concentrados próximo da Esplanada dos Ministérios, os servidores participaram da Plenária da Classe Trabalhadora, quando milhares de trabalhadores presentes na atividade aprovaram por unanimidade a pauta geral da classe trabalhadora, que além das reivindicações do funcionalismo público inclui, entre outras: o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, taxação dos super-ricos e isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais mensais.
Já entre as principais reivindicações do funcionalismo público, estão: a defesa da equiparação dos benefícios entre os três poderes; aumento salarial para o PGPE, PST e PECs (combate às distorções salariais); fim do confisco das aposentadorias; defesa do RJU e da estabilidade; e regulamentação da Convenção 151 da OIT que garante o direito à negociação coletiva.
A Marcha, propriamente dita, saiu com milhares de pessoas das imediações do Teatro Nacional, pela esquerda / contramão, percorrendo a Esplanada dos Ministérios em direção Congresso Nacional. Uma comitiva formada pelas direções das oito centrais trabalhistas foi recebida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. A comitiva entregou a Lula o documento oficial do evento, com pauta da classe trabalhadora, composta por 26 reivindicações dos trabalhadores do Brasil.
Veja AQUI pauta de reivindicações da classe trabalhadora do Brasil.
Encontro Nacional
O segundo evento do período foi o ENCONTRO NACIONAL DOS SERVIDORES DO INCRA, realizado pela CONDSEF / FENADSEF, de forma presencial e virtual no dia 30/4/2025, quando o debate de temas de interesse da categoria ganhou mais densidade, se consolidando com deliberação das pautas mais importantes da carreira de REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO.
Dezenas de servidores do Incra, delegados eleitos e lideranças sindicais participaram do ENCONTRO NACIONAL, apresentaram pautas definidas nas suas unidades de trabalho nos estados, debateram as demais propostas e deliberam,
decidindo quais reivindicações seriam definidas e inseridas no Plano de Lutas da categoria, para o período de 2025 / 2028.
Em resumo, as principais reivindicações específicas inseridas no Plano de Lutas da categoria são:
- Equiparação / isonomia de remuneração entre servidores de nível superior do Incra;
- remuneração do nível médio em 70 porcento da remuneração de nível superior do Incra;
- gratificação de qualificação para nível médio e nível superior do Incra;
- gratificação de localidade para servidores do Incra de todos os níveis que atuam em áreas da Amazônia Legal e Faixa de Fronteira do Brasil;
- equiparação / isonomia de remuneração entre profissionais reintegrados celetistas e servidores do Incra;
- melhoria das condições de trabalho (em recursos humanos, eletrônicos, dados, viaturas);
- fortalecimento do Incra;
- promoção das políticas públicas executadas pela autarquia (como a reforma agrária, regularização fundiária e titulação de territórios quilombolas).
- gestão qualificada;
- cargos em confiança para os diversos setores na Sede, superintendências regionais e unidades avançadas do Incra.
- valorização dos servidores lotados na Amazônia Legal que tem pauta específica.
Acesse AQUI o PLANO DE LUTAS da carreira de REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO aprovado no evento e chancelado por CNASI-AN e CONDSEF / FENADSEF.
O documento Plano de Lutas aprovado no ENCONTRO NACIONAL DOS SERVIDORES DO INCRA é a consolidação das reivindicações da carreira de REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO e deve ser exposto e dialogado por todos os profissionais da categoria, visando formar adesão de profissionais para pressionar os gestores do Governo Federal a atender as pautas.
Fonte: CNASI-AN e CONDSEF
ASSINADO ACORDO PARA AMPLIAR OS PADRÕES REMUNERATIVOS DA CARREIRA DE REFORMA E DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
Escrito por CNASIUm acordo com ampliação dos padrões remunerativos da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário do Incra foi assinado entre Condsef e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), na tarde de 19/8/2024.
O acordo trouxe um aumento de até 23,82% no final de carreira dos níveis superior, intermediário / médio, auxiliar, para os anos de 2025 e 2026. Houve ainda ampliação do Vencimento Básico (VB) no total da remuneração dos servidores, passando de 35% para 51,15%. Enquanto que a Gdara retraiu de 65% para 48,85%. A remuneração no início da carreira no nível superior passou de R$ 5,8 mil para R$ 8.077,00. Já no nível intermediário, foi de R$ 3,8 mil para R$ 4,8 mil - também no início de carreira. No entanto, houve alongamento na estrutura da tabela remunerativa, com ampliação de 16 para 20 níveis.
A ampliação da remuneração é fruto das 28 semanas de mobilização da categoria em 2024, da busca de apoio político-parlamentar e articulações com movimentos sociais e outros públicos do Incra - na campanha de reestruturação de carreiras do período.
Cnasi-Associação Nacional, que assinou o acordo também, foi central na campanha, articulando com associações de servidores do Incra e junto à Condsef – e por meio dessa, com os sindicatos dos servidores federais por todo o país.
Acesse AQUI o acordo assinado com MGI.
Campanha “SEGUNDA-FEIRA DE LUTA”
A ação em busca de atendimento da pauta de reestruturação de carreiras em 2024 teve início em 29 de janeiro, na campanha “SEGUNDA-FEIRA DE LUTA”, e foi convocado de forma coletiva por entidades representativas dos servidores do Incra, MDA e SPU - a exemplo de SindPFA e Cnasi-Associação Nacional -, e contou com amplo apoio de associações de servidores do Instituto por diversos estados do país.
Apesar de ainda estarem mantidas divergências em alguns pontos das propostas da categoria, as entidades representativas concordaram que o momento era apropriado para a realização de um ato nacional grande para marcar o início da luta pelo atendimento das reivindicações em 2024.
Condsef e sindicatos de servidores federais se adicionaram à campanha, ampliando ainda mais a ação nacional, conectando servidores e entidades na defesa das reivindicações da categoria.
De janeiro a agosto de 2024, ao longo de 28 semanas de mobilização da campanha “SEGUNDA-FEIRA DE LUTA” a grande maioria dos estados do país participou das ações, com eventos locais para mobilizar os servidores ativos e aposentados, em busca de apoio político-parlamentar e interagindo e fazendo reuniões importantes com os diversos públicos dos órgãos – a exemplo de movimentos sociais, quilombolas e proprietários rurais.
As direções das entidades representativa em Brasília se desdobraram para fazer fortes articulações com coordenações de movimentos sociais, com parlamentares, como gestores públicos de diversos escalões, com reuniões em órgãos relacionados à política agrária e gestão de pessoas, com a
poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com a Presidência da República, visando viabilizar o atendimento das pautas da categoria.
Houve segunda-feira com mais estados e servidores participando e outras com menos. Semanas com atividades fortes e outras mais fracas – a depender da conjuntura nacional ou local, bem como de datas importantes.
Exemplo disso, foi na semana do aniversário de 54 anos do Incra, quando a indignação dos servidores do órgão se tornou explícita nas manifestações cheias de ironia e simbolismo. Com convocação de Cnasi-AN à base, com o lema “INCRA 54 ANOS, NADA A COMEMORAR”, nos dias 8 e 9 de julho de 2024 ocorreram fortes atividades em 22 dos 27 estados do Brasil, quando servidores foram para a mobilização vestidos de preto, participaram de funeral simbólico do Incra pra mostrar que o órgão está parado, não realiza mais as atividades com a eficácia e eficiência de anos anteriores. A ideia foi usar a data como tema para expor a situação de DEGRADAÇÃO DE ESTRUTURA DO INCRA, DA SUA FALTA DE CONDIÇÕES DE TRABALHO, ORÇAMENTO INSUFICIENTE, DA DESVALORIZAÇÃO DOS SEUS SERVIDORES – tudo isso impactando negativamente na execução de todas as atividades sob a responsabilidade da autarquia agrária, a exemplo da reforma agrária, regularização de territórios quilombolas, regularização fundiária. Prejudicando ainda serviços essenciais ao país e meio rural brasileiro, como: gestão de cadastro de terra, cartografia, certificação do Sigef.
Origem recente
Em julho de 2015, o então ministro do MDA, Patrus Ananias, emitiu um Aviso Ministerial ao Ministério do Planejamento no qual trouxe as descrições das carreiras, explicitando que elas são típicas de Estado e importantes para o cumprimento das missões institucionais do Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Em relação à remuneração, o item dois do documento cita o seguinte: “os servidores das carreiras do Incra e MDA encontram-se em patamares inferiores a de carreiras correlatas do Serviço Público Federal, tendo em vista que não tiveram a reestruturação que beneficiou outras carreiras assemelhadas, a exemplo das carreiras de Infraestrutura e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente”.
Em 28 de outubro de 2015 foi criado o GT de Reestruturação de carreiras do Incra pela Presidência do órgão, formado por integrante da gestão do Instituto e das diretorias de Cnasi-AN e SindPFA.
Após meses de reuniões, diálogos e debates, em julho de 2016 o GT emite seu relatório final de 62 páginas no qual se fazia um amplo diagnóstico das atribuições e políticas públicas executadas pelo Incra, seu quadro de profissionais (com suas atividades, características e dificuldades) e
apresentação de soluções nas carreiras para as tornar mais atraentes a novos profissionais e manter os já inseridos no Instituto.
O GT de carreira foi essencial para que em um mesmo espaço integrantes das direções do Incra e das entidades representativas dos servidores debatessem e apresentassem uma proposta única de melhoria das carreiras, como forma de tornar a autarquia mais eficiente.
E com base neste documento final do GT, a Cnasi-AN montou, em 2017, uma minuta de Medida Provisória com reestruturação de carreiras, beneficiando os profissionais de Reforma e Desenvolvimento Agrário e Perito Federal Agrário.
O material foi protocolado na Presidência da República, em ministérios que tratavam da gestão e do setor agrário, no Incra e em diversas lideranças políticas em Brasília. Houve algumas reuniões com lideranças, gestores e órgãos - a exemplo da Presidência de República.
Nos meses de outubro e novembro de 2017, a Cnasi-AN realizou uma série de 15 encontros regionais, em parceria com as associações de servidores e sindicatos locais, nos seguintes estados: Pará (Santarém); Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. A pauta da reestruturação de carreiras estava presente nos eventos, onde foram debatidos nos locais de trabalho a conjuntura nacional, o processo de lutas dos servidores do Incra ao longo da história e os desafios colocados para a luta sindical dos SPFs, diante do processo de retirada de direitos, bem como a necessidade de reativação das lutas e mobilizações nos locais de trabalho. E a minuta de MP de reestruturação de carreiras foi apreciada e aprovada em todos esses 15 encontros regionais.
Campanha de 2018
Como pouca evolução / aplicação de melhorias houve entre o final do GT e a proposta criada, em março de 2018 a Diretoria da Cnasi-AN lançou a campanha de reestruturação de carreiras do Incra e convidou SindPFA e associação de servidores do órgão (assincras e asseras) para participarem.
O movimento começou com certa timidez, mas aos poucos foi ganhando volume, com a adesão de profissionais de diversos setores, associações de servidores e unidades do órgão pelo Brasil.
E para dar mais dinamismo e atrair adesão de servidores dois eventos nacionais - ASSEMBLEIA NACIONAL DA CNASI-AN e ENCONTRO NACIONAL DOS SERVIDORES DA AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA -, foram realizados nos dias 2 e 3 de maio de 2018, em Brasília. Nas atividades, os servidores do Incra e SEAD (que substitui MDA, extinto pelo Governo de então) debateram uma série de temas relacionados à conjuntura nacional e do Brasil e dos órgãos agrários, reestruturação de carreiras, campanha salarial, Plano de Lutas e mobilizações.
Nos eventos realizados, o objetivo era deliberar uma posição nacional e unificada da categoria, a partir da pauta apresentada, considerando a conjuntura nacional, a mobilização pela reestruturação das carreiras e a conjuntura da gestão do Incra/SEAD. E isso foi amplamente aprovado nos eventos. E a minuta de MP de reestruturação de carreiras foi apreciada e aprovada por todos.
No dia 6 de abril de 2018, foi realizado o painel “Reestruturação de Carreiras do Incra” organizado pela Direção do Incra, sendo que participaram, a título de convidados, o SindPFA, a Cnasi-AN e a Assera/BR. O objetivo do evento foi debater com a direção da autarquia propostas em favor da implementação do Proposta de Plano de Cargos. O evento realizado em Salvador/BA integrou a Reunião de Alinhamento Estratégico para 2018, composto pela Direção Nacional do Incra e superintendentes regionais.
E no período de 11 a 15 de junho de 2018, a Cnasi-AN convocou a primeira Força-tarefa sobre a reestruturação de carreiras, em Brasília, e teve participação de representantes de 20 estados. Houve uma série de atividades e o lançamento da Frente Parlamentar (na manhã de 13 de junho, no Anexo III da Câmara dos Deputados), com a presença de cerca de 30 parlamentares - entre senadores e deputados federais. Também participaram do lançamento toda a Diretoria do Incra e dezenas de superintendentes regionais. Cerca de 250 parlamentares assinaram a lista de integrantes da
Frente Parlamentar sobre a reestruturação de carreiras do Incra. No dia seguinte ao lançamento da Frente, houve reunião na Casa Civil da Presidência da República, no Palácio do Planalto, para tratar da reestruturação das carreiras e fortalecimento do Incra. Nessa primeira Força-tarefa aproximadamente 150 gabinetes de deputados federais e senadores foram visitados pelos servidores, levando a minuta de MP de reestruturação de carreiras e pedindo apoio.
Em agosto de 2018 completava seis meses da campanha e para ampliar a mobilização interna e busca de apoio parlamentar, a Cnasi-AN convocou a base para estar em Brasília, no período de 13 a 17 daquele mês para a segunda Força-tarefa sobre a reestruturação de carreiras. Representantes de cerca de 20 estados estiveram na capital federal no período, quando fizeram mais uma rodada de reuniões com Governo, parlamentares e visitas a centenas de gabinetes de deputados e senadores.
No dia 4 de setembro de 2018, houve a segunda reunião do ano na Casa Civil, sendo que desta vez foi com o próprio então ministro Eliseu Padilha, quando a Direção do Incra repassou documentos relativos à arrecadação do órgão que estava na ordem de R$ 1,3 bilhão ao ano, sobre cumprimento de metas anuais e simulações de impacto da reestruturação de carreiras. A Cnasi-AN entregou cópias de cerca de 70 ofícios de parlamentares ao ministro. Nesta reunião, ficou acertado que o Governo iria analisar as informações e documentos recebidos, fazendo um reconhecimento que a campanha pela reestruturação de carreiras seria atendida.
A Diretoria da Cnasi-AN convocou a base de servidores para participar, no período de 19 a 23 de novembro de 2018, de duas atividades em Brasília: 1 - terceira força-tarefa em prol da reestruturação de carreiras e da construção de proposta de Incra/SEAD a ser apresentada ao próximo Governo; 2 - Assembleia Nacional da Cnasi-AN, na qual os trabalhadores fizeram uma análise da conjuntura das ações do ano em relação à reestruturação de carreiras e dos órgãos e política em geral, em meio a conjuntura de ataques ao Serviço Público e aos trabalhadores do Estado de modo geral. Representantes de 15 estados estiveram presentes nesta fase da mobilização. Centenas de gabinetes de parlamentares foram visitados pelos servidores em busca de mais apoio para reestruturação de carreiras e Incra/SEAD.
No dia 27 de novembro de 2018, os integrantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional decidiram criar uma rubrica na qual, em tese, serão alocados recursos financeiros, como forma de viabilizar a reestruturação de carreiras do Incra. O Plenário do Congresso Nacional aprovou a rubrica em 20 de dezembro de 2018, mas em janeiro de 2019 o então presidente Jair Bolsonaro vetou a ação e enterrou a aplicação dos recursos na reestruturação de carreiras do Incra.
Os números da campanha de a reestruturação de carreiras do Incra de 2018 revelaram que centenas de servidores ativos e aposentados do Incra participaram das atividades em assembleias, debates, seminários, piquetes, vídeo e audioconferências com Diretoria da Cnasi-AN, reuniões com parlamentares e seus assessores – em Brasília e nos estados –, e integrantes do Governo, etc. Dos 513 deputados federais e 81 senadores que integram o Congresso Nacional os servidores do Incra mantiveram contato com cerca de 450 – diretamente ou por meio de suas assessorias.
Governo de transição
Após um período tenebroso de assédio e tentativa de intimidação do Governo Bolsonaro com os servidores do Incra e suas entidades representativas, Lula foi eleito para um terceiro mandato e ainda em novembro de 2022 se iniciou tratativas e articulações políticas da Diretoria da Cnasi-AN para viabilizar a reestruturação de carreiras do Instituto.
A Diretoria da Cnasi-AN entrou forte no campo das articulações políticas, levando como documentos centrais nos contatos com parlamentares, lideranças e integrantes dos diversos GTs do Governo de Transição a minuta de MP de reestruturação de carreiras do Incra e outros materiais com contribuições ao novo governo sobre as políticas públicas exercitadas pelo órgão agrário, suas deficiências, seus servidores e suas reivindicações para que possam atuar adequadamente na prestação de serviço à sociedade.
No período, Cnasi-AN participou de diversas reuniões com GTs do Governo de Transição, como Núcleo Agrário do PT, em audiências públicas, seminários, plenárias na Câmara dos Deputados, etc e tal.
As articulações da Cnasi-AN foram importantes para uma decisão no âmbito do Governo de Transição, que foi de rejeitar a retirada do Incra dos setores de Cadastro / Cartografia e Fundiária, levando-os para o Ministério da Agricultura – como defendiam ruralistas, parlamentares de direita e algumas entidades. Assim, as atribuições e setores permaneceram no Incra, com ajuda dos argumentos e discussões levada pela Diretoria da Cnasi-AN nas diversas instâncias do Governo de Transição na época.
Divergentes e alternativas
Mas não foram “só flores” na campanha de reestruturação de carreiras em 2024, pois a Cnasi-AN, sua Diretoria e a carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário receberam diversos ataques e sofreram algumas graves traições feitas por outras entidades representativas (de dentro e de fora do Incra), por pessoas individualmente (de dentro e de fora do Incra), de gestores (de dentro e de fora do Incra), de públicos atendidos pelo Incra, de parlamentares.
Mesmo sendo a Cnasi-AN a entidade nacional específica que representa a carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário, composta por cerca de 90% do quadro de servidores do Incra - entre ativos, aposentados e pensionistas, dos níveis auxiliar, médio / intermediário e superior -, houve grupos e segmentos desta mesma carreira e de outras que emitiram documentos, fizeram manobras (aqui no sentido altamente pejorativo) e até participaram de eventos / atividades, buscando alianças para viabilizar a “abdução de atribuições” da carreira, na tentativa de ter benefícios pessoais e outros. Comportamentos altamente contraditórios e podendo ser enquadrados na categoria de traição.
Em um recorte mais recente, no início de 2023 a Diretoria da Cnasi-AN buscava diálogo com os divergentes de dentro e de fora da carreira no sentido de se chegar ao entendimento para apresentação de proposta única, beneficiando todos os servidores do órgão com a reestruturação de carreiras.
No período, a mesa local de negociação no Incra, integrada por gestores do órgão e entidades representativas da categoria, foi um espaço de diálogo interno importante e no qual se buscou o entendimento para convergência de objetivos e proposta única.
Mas com o passar das semanas, parecia que não havia eco, reciprocidade de objetivos, não prosperando convergência de objetivos e proposta única. Pois os divergentes diziam uma coisa na mesa local, mas nas manobras (aqui no sentido altamente pejorativo) as coisas eram totalmente diferentes. Pois para além de documentos oficiais e formais, as manobras (aqui no sentido altamente pejorativo) dos divergentes corriam soltas nos bastidores, com reuniões secretas, grupos de mensagens, google docs com material explicitando os objetivos e materializando as traições visando a “abdução de atribuições” da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário.
Como não havia convergência e as manobras continuavam, Cnasi-AN reagiu forte e montou uma proposta sofisticada prevendo atender todos os servidores do Incra e abria para outros órgãos públicos que atuavam na gestão de terras. Assim, apresentou a proposta de criação da carreira transversal de “ESPECIALISTA EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL”, em agosto de 2023. Houve apresentação formal para a Direção da Condsef e, juntamente com essa, se divulgou detalhes em videoconferência nacional no período aos servidores do Incra. O diálogo foi amplo na carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário, com boa recepção, mas também críticas e divergências. Aposentados e pessoal de nível médio / intermediário, mesmo explicitamente contemplados na proposta, ficaram receosos do Governo não os adicionar na nova carreira e ampliaram a divergência sobre o material.
Passadas algumas semanas, houve novas articulações e reuniões da Cnasi-AN com Condsef e seu Departamento de Agricultura e Reforma Agrária (DARA) na busca de apoio e consenso para uma proposta que não desse margem a dúvidas da categoria e atendesse a todos. E uma das alternativas era manter a histórica proposta construída pela Cnasi-AN ainda em 2017, por ser mais simples, de amplo conhecimento e aprovação da categoria. Assim, nova reunião virtual com a categoria foi realizada e se aprovou a proposta construída pela Cnasi-AN ainda em 2017.
E essa proposta, foi apresentada ao Governo em outubro de 2023, em reunião no MGI, se tornando o documento base da campanha de reestruturação da carreira de Reforma e Desenvolvimento Agrário de 2024 - levando ao acordo com ampliação de padrões remunerativos em agosto do mesmo ano.
Fonte: Cnasi-AN

